domingo, 29 de março de 2009
Domingo à tarde
Definitivamente não gosta dos clássicos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
À vontade do freguês
Amor
quinta-feira, 19 de março de 2009
Seguir
Não me aconteceu nada.
Pode ser que seja um sinal.
terça-feira, 17 de março de 2009
Parar
sábado, 14 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Os três porquinhos e a Cinderela
Um dia, Cinderela, cansada de sonhar com uma casinha limpinha, onde pudesse entrar sem tropeçar nos sapatos do porquinho-pai, nas fraldas sujas do porquinho-bébé, ou nos tufos de pelo do porquinho-gato, soprou com tal força que os sapatos, as meias, os tufos de pêlo, a casa e os três porquinhos foram pelos ares. Não sobrou nada.
Até hoje ninguém sabe o que foi feito dos três porquinhos.
PS- Só para que conste: a continuar assim, a próxima história será " O Pesadelo em Elm Street".
quarta-feira, 4 de março de 2009
Estupidismo iluminado II- The beast strikes again
Já só falta enviar o boletim das notas para o meu encarregado de educação assinar...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Estupidismo iluminado
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nem o amor à Venezuela o safa
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Casamento
É oficial
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Curioso
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Missa
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Não lhe serve de nada
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O dilema da folha em branco
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
É o progresso, estúpida!
domingo, 1 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O amor é um lugar estranho
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A propósito da leitura e dos livros
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Afinal o que é que queriam que o Cardeal Patriarca dissesse?
domingo, 25 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Yes he can
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Hoje sinto-me assim
sábado, 17 de janeiro de 2009
Que será?
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Venha fazer jogging a Central Park
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pede-se
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
Maria vai ao Hospital
Uma urgência hospitalar é, já de si, uma coisa extraordinária, mas uma urgência hospitalar cheia de Gondomarenses é qualquer coisa de nunca visto. É que o Gondomarense é feliz no Hospital. Gosta de lá ir. Gosta do cheiro. Aliás, o bom do Gondomarense leva o seu próprio cheiro de casa para o Hospital para o ver a lutar com aroma a desinfectante. E ganha sempre.
Chego e vou para a triagem. Refiro dores no peito sem mais sintomas e o senhor enfermeiro,que parece saído directamente de um episódio dos Ficheiros Secretos, enfia-me uma bracelete laranja no braço.
Entro na sala de espera. Várias cadeiras vazias e os Gondomarenses em pé a confraternizar. Encostada à parede, uma senhora de olhos encovados com um saco na mão a dizer "lixo tóxico". É a única com aspecto doente. Os outros parecem felizes. Genuinamente felizes. Contam estórias épicas de esperas de oito horas para sacar uma receita de ben-u-ron. Falam de hemorróidas, e de gargantas com pús enquanto abrem o saco, de onde tiram pão com manteiga para dar às crianças. São visitas da casa. Vêm preparadas para tudo.
A minha bracelete laranja causa curiosidade. Ás tantas a senhora do saco do "lixo tóxico" deita-se no chão. Não se vislubra um médico, um enfermeiro ou um auxiliar. A sala de espera acorre em peso para a ajudar. Vão buscar uma maca e deitam-na lá em cima. Aumenta a intensidade dos olhares na minha direcção. Alguém comenta em voz alta que não se percebe como é que uns que estão tão doentes tem a fita amarela, e outros que parecem finos, tem a fita laranja. Acho que a boca é para mim. De repente se calhar já não me sinto tão mal. Penso em ir embora.
Entretanto, lá me chama o senhor doutor. Sinto os olhares de reprovação e quase que desejo ter uma coisa assim para o grave para justificar o diabo da bracelete. O senhor doutor é ucraniano. Não percebo muito do que diz.Está nervosa? Não. Está muito nervosa? Não. Costuma estar nervosa? Não. Está Stressada? Não. Costuma estar stressada? Não. O senhor doutor insiste. Efectivamente começo a ficar um bocadinho nervosa com esta conversa. Ele lá tem pena de mim e manda-me fazer um raio-x.
Regresso á sala de espera. Não há nada como um Hospital quentinho e reconfortante. De um lado e do outro do corredor, doentes animados e bem dispostos. As cadeiras vazias. Faz sentido. Quem está doente fica muito melhor em pé.
Regresso ao Senhor Doutor ucraniano. Tenho dificuldades em perceber o que diz, mas juro que o oiço dizer que os meus batimentos cardiacos são "sensuais". Ou então sou eu que já estou dominada pelo espirito de alegria e animação hospitalar e oiço o que quero ouvir. Neste momento tenho duas cabeças e numa delas só toca o "Hotel Califórnia".
Passa hora e meia. O senhor doutor manda-me tomar uma injecção para o ajudar a fazer o "diagnóstico diferencial". Tenho medo de agulhas. Resisto. Ele insiste. Mais vinte minutos à espera de uma enfermeira. Começo a sentir-me muito melhor. Penso em desistir. A música continua a tocar na minha cabeça:" you can chek out any time you want but you can never leave".
Sinto-me a suar. Se calhar o senhor doutor tem razão. O meu mal é stress. E o stress cura-se em casa. Com chá e com miminho. Com músiquinha a tocar. E com a lareira acesa. Fujo. Cá fora o ar puro. Já não me doi nada.
O pequeno Afonso Henriques
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Bulling ao contrário
Apesar de ter tirado um catorze na frequência, tive, de acordo com as regras da Faculdade, de fazer uma oral. As salas onde se realizavam as orais, eram tribunais onde entravamos condenados à partida. O Senhor Professor estava ali não para avaliar o que sabiamos, mas sim para descobrir o que não sabiamos. Conseguindo-o, não mais largava a presa. O aluno era trucidado sem piedade, frente aos colegas que assistiam, supostamente para se "preparar" para o seu momento de tortura.
Entrei na sala. O senhor professor, sem levantar a cabeça das folhas que lia, mandou-me sentar com um gesto. Olhou para mim por trás dos óculos pretos, estilo "Clark Kent", com a sobranceria que eu tão bem conhecia das aulas e disparou o primeiro tiro: defina o que é um contrato.
Comecei a falar. Não sei o que disse, mas sei que não disse nada do que o Senhor Professor queria. As palavras dançavam-me na cabeça: contrato, uma ou mais pessoas, vontade comum, efeito convergente. Não conseguia ligar nada, nada fazia sentido. O senhor professor, bondoso como só ele, olhava para a biqueira do sapato, bocejando, enquanto escrevia em letras garrafais á minha frente: "REPROVADA". Tinham passado trinta segundos desde que entrei na sala. As regras da faculdade obrigavam a que as orais durassem um mínimo de vinte minutos, e, no tempo que restou, o Professor limitou-se a arrastar o meu cadáver ensanguentado pela sala fora, à frente de uma plateia tanto assustada como ávida de sangue alheio.
Cá fora fiz o mesmo de sempre: liguei á E. e ao namorado da altura, reuni a irmã, a mãezinha e o paizinho que me fizeram ver que o Mundo não tinha acabo nesse dia. E recomeçei a estudar.
Em Julho, exame. Novamente um catorze. Novamente uma oral com o mesmo professor. Entrei na sala, depois de ter estado toda a noite anterior a memorizar a definição de contrato, decidida a provar que sabia e que não era uma fraude.
Primeira pergunta: "então, minha senhora, já sabe o que é um contrato"?
E outra vez as letras a dançarem-me à frente dos olhos: duas ou mais pessoas, vontade comum, convergente, efeito júridico. Nada faz sentido outra vez.. Vejo o Sr. Professor a escrever "REPROVADA" à minha frente, mesmo antes de ele pegar na folha. Sinto as mãos suadas e o corpo a tremer. O sr. Professor vibra enquanto pega devagarinho na folha e na caneta vermelha. Abana a cabeça, num sorriso incrédulo. Volta a escrever a palavrinha mágica :REPROVADA. Sou a sua aluna preferida, não tenho dúvidas disso.
Cá fora, os colegas prestes a entrar no cadafalso, pedem-me ajuda para resolver dúvidas. Não há nada relativamente ao diabo dos contratos, que eu não saiba. Só não me peçam para defini-los em frente à giboia falante que se tornou para mim o Sr.Professor.
Setembro, nova tentativa. Desta vez, com ajuda de um fiel amigo: xanax. Passei sem distinção. Definitivamente, já naquela altura devia ter percebido que Direito não era a minha praia.
Hoje, catorze anos depois, e recordando este momento, a definição de contrato vem-me à memória sem dificuldade: acordo celebrado entre duas os mais partes em sentido convergente, tendente à produção de um efeito júridico unitário. Tão simples.
Como tão simples seria que eu tivesse pedido ao professor, meu colega humano, que esperasse um pouco, que me permitisse respirar e pensar. Como tão simples seria que o professor, pessoa como eu, me dissesse para descontrair, para pensar noutro assunto, que logo voltariamos aquele. Tão simples. Somos todos humanos. E é sempre tão complicado.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Mrs Scrodge
sábado, 20 de dezembro de 2008
Azia
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Como disse?
domingo, 14 de dezembro de 2008
Erros de palmatória
sábado, 13 de dezembro de 2008
Estória de encantar
Hoje, o mais longe que Maria vai numa sexta -feira à noite, é da sala para a cozinha preparar o manjar do seu pequeno ditador. Em vez e livros e Cds, compra Noddys e Pocoyos, a quem o minúsculo amo trata de esventrar e tirar a cabeça em dois tempos e sem remorsos. Vai fazendo a depilação com dificuldade, as mãozinhas às vezes parecem as do Freddy Krugger, e as sobrancelhas as do Einstein. Deixou de comprar revistas e jornais, limitando-se a roubar o “Expresso” de casa dos pais, que tenta ler às escondidas, sempre que apanha o pequeno ditador de olhos fechados. Tem dificuldades em vestir uma roupa decente, porque esta normalmente já tem a marca demoníaca do pequeno Estaline: manchas brancas aqui e ali, vomitadas especialmente para fazer com que Maria se sinta miserável e que não se esqueça nunca de quem é o seu amo e senhor.
Às vezes, Maria, criada no pós 25 de Abril, ensaia uma revolução. Hábil como todos os grandes da história, o pequeno ditador rapidamente toma medidas. Aninha-se no seu colo. Rouba todo o amor do Mundo e exibe-o nos olhos, sem vergonha enquanto sorri, deixando escorrer um fio de baba pela boca patética com meia dúzia de dentes. Sabe que ganhou mais uma vez. Ganha sempre. E a Maria tira o rímel e os sapatos de salto alto. Esquece a vodka e o Red Bull. Apanha os restos mortais dos bonecos, regozija com o cheiro de leite azedo, apaga a luz e é feliz.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Mais uma pérola
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Ira is my midle name
Para falar a verdade, o mostro dentro de mim levantou as orelhas logo que ouvir os sapatinhos a bater com força no chão, pelo que, quando chegou ao fim da frase, já ele estava de boca aberta, pronto a engolir a imbecil. Senti o mesmo de sempre : o chão a fugir-me dos pés, o coração que parece que ora vai parar de bater, ora não pode bater mais depressa, as mãos suadas, que, de repente parecem ficar com vida própria, de tanto gesticularem. E a vontade de bater. Sim. Vontade de bater. Porque dentro desta pequena Maria há um gladiador implacável. Um mostro de Lockness. Uma padeira de Aljubarrota.
Não vou escrever aqui o que lhe disse. Sobretudo porque não me lembro. Sei que mais tarde alguns colegas comentaram comigo que fiz muitas referências a palavras como autocracia, despotismo e 25 de Abril. Aparentemente , a “pequena Dâmaso” também não percebeu o meu discurso. Mas, pelo menos deve ter entendido o essencial já que bateu em retirada, fez ela o trabalho que me pediu e não fala comigo até hoje.
Explicar a ira não é fácil para mim, porque até certo ponto, é como ter que me explicar a mim mesma e, infelizmente, não venho com manual de instruções. Porque a ira vive dentro de mim e confunde-se comigo. Eu sou a sua casa. Durante anos, tive um grande sentimento de culpa por alojar este inquilino, mas agora não. A idade também tem que servir para alguma coisa. A ira em mim é como aquela sensação que se tem antes do descolar de um avião: já ganhou muita velocidade e é tarde demais para parar. Comigo é igual. Embora, confesse, que o que vem depois não me trás paz. O C. diz-me muitas vezes “ pensa no que é que ganhaste com isso”. E no fundo se calhar tem razão. Não ganho nada. Nas noites seguintes não durmo. Nada. Penso continuamente na situação. Revejo-a vezes sem conta na minha cabeça. Penso que que podia ter dito mais isto ou aquilo que podia fazer toda a diferença. Castigo-me.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Descanso
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Facto
sábado, 22 de novembro de 2008
Todos iguais
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Canção de Natal
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Livro de reclamações
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Nova pérola
terça-feira, 11 de novembro de 2008
And the winner is.....
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Diário de viagem
sábado, 1 de novembro de 2008
Time out
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Alexitimia
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Mais uma pérola
sábado, 25 de outubro de 2008
Entrevista com o Vampiro
Vive só do seu trabalho?
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Wish me luck
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Perdoa-nos Herman
domingo, 19 de outubro de 2008
O bom, a má e a vilã
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Enfim
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Tu
domingo, 12 de outubro de 2008
A amiga Maya
Never in my wildest dreams....
sábado, 11 de outubro de 2008
Tesourinho deprimente
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Algo de estranho se passa
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Apelo
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Amor outra vez
Regresso às aulas
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Ainda a praxe
Praxe
A cadeira da verdade
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Maria 0 - GNR -1
Maria - Boa tarde, eu gostava de falar com a D. Alice, por favor...
Ser humano - Quem???
Maria - A D. Alice...
Ser humano - Que é que tu queres, car*****? Pois que conversa é essa?
Maria - (respira fundo) - A D. Alice....
Ser Humano - Ai que car*****! Pois se ela está aqui ao meu lado, como é que é ela que está ao telefone?
Maria - Não, não é ela quem fala. Eu queria era que ela viesse ao telefone.
Ser Humano - Ah...
Maria - Mas olhe, desculpe, eu não estou a ligar para o posto da GNR de v******?
Ser Humano - Está sim, minha senhora, só um bocadinho que eu já vou chamar.
Conversa verídica, tida na presença das restantes sete ou oito pessoas que tabalham comigo naquela trambica...
Amor
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O PNL, a Maria e a Isabel Alçada
domingo, 28 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Eu vou ganhar o Euromilhões
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Troca
domingo, 21 de setembro de 2008
Os iluminados
Neste caso concreto trata-se de marido e mulher e a solução encontrada foi a mais simples: ela concorreu a um anúncio, foi sujeita á mesma catrefada de testes que os restantes concorrentes, foi entrevistada e o que ninguém lhe perguntou também não achou relevante dizer. Foi admitida, trabalha num departamento de call center no primeiro andar do edifício e o marido que desempenha funções externas, trabalha no segundo andar, e tudo ia bem até alguma alma iluminada descobrir a marosca. Alma esta, obviamente, colega dos visados.
Algumas horas terão passado até que os restantes sessenta colaboradores aqui do Norte ( e quem sabe, mais os duzentos de Lisboa), ficassem a saber da estória. Até ai, tudo bem. Estamos no mesmo barco, somos solidários, certo? Dizem-me que não, que os colegas estão chocados e quase fazem fila no tal primeiro andar a perguntar quem foi a espertalhona. E apontam. E dizem, como se fosse a coisa mais natural do Mundo que a pobre não sabe o que a espera, mais uns dias e rua.
Penso em mim e nos meus colegas. Filhos da Revolução, todos na casa dos trinta e já com anos e anos no “lombo” a repetir tarefas, a cumprir ordens estupidificantes qualquer que seja a nossa função, sem qualquer margem de criatividade ou de pensamento autónomo. A ser apenas peças acéfalas numa engrenagem.
Sem questionar nada e a comer o lixo todo. Sem questionar nada de nada, nem sequer porque é que uma pessoa capaz e competente não pode ser admitida na mesma empresa que o marido. Assimilamos sem pestanejar.
E a comer o lixo todo, o lixo todo. Se alguém “de cima” diz que é assim, cumpre-nos assimilar, do baixo da nossa estupidez e dizer ámen. E entrar nessa histeria colectiva, porque o que importa é não ficar de fora ou “mal visto”.
Num país com quatrocentos mil desempregados cruxifica-se em praça pública alguém que ousou omitir uma informação para arranjar um emprego. E glorifica-se quem criou essa regra.
Temos todos medo. Muito medo. O outro senhor não sabia para que país estava a falar quando falou no direito à indignação. É que para isso era preciso perdermos este medo que se nos colou á pele. E é sempre mais fácil “go with the flow”. Quem fez Abril deve ter vergonha de nós….
sábado, 20 de setembro de 2008
Saturday Night Fever
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Silêncio
Ás vezes chamo-me à atenção. Controlo-me. Vigio-me. Repreendo-me. Digo-me vezes sem conta que não tens que ser igual a mim, sempre pronta para desatar a lingua num turbilhão de palavras. Que sei que me amas, que só me podes amar, embora nessa forma tosca e desinteressada. Mas a verdade, mesmo verdade é que eu não acredito no amor sem esse turbilhão de palavras, mais ou menos sem sentido, sem a cumplicidade dos pequenos nadas, presente nas palavras, ou, ( e aqui sim), na falta delas.
Quero dizer-te que o teu silêncio me doi. Porque é de pedra. È frio, é escuro e é esgotante. E doi mais porque é a medida de todos os dias de tudo o que podiamos ser e não somos.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Eu queria mesmo era não dar nada
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Se a Edite Estrela vê isto
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Maria 1 - Bombeiros 0
Vai que a Maria não está para modas, e o dia seguinte é dia de trabalho, e liga para a dita corporação cantante. Reprodução o mais fiel quanto possivel da conversa:
Maria - Boa noite. Quero falar com o sr. comandante (tom afirmativo e pomposo).
Bombeiro - Mas....mas...para quê?
.......
Maria - ....que não se admite, uma da manhã, cantorias, gritos, palavrões....ainda vou ter que chamar a policia para calar os Bombeiros!! Blá, Blá...
Bombeiro - Minha senhora...eu...eu....vou lá ter com eles outra vez. É que eu também já lhes disse mas acho que não ouvem ningúem.
Nem a sirene.
Mais palavras para quê?
Favaios, comparado com Gondomar, é Helsinquia comparada com Cabul.
Erin Broncovich
E esse amanhã foi hoje. Vários factos a destacar:
1º - Aconselha-se todos os senhores possiveis empregadores (à excepção, talvez, da minha actual entidade patronal), a fazer reuniões em lobbys de Hoteis de 5 estrelas. É que dá logo outro ar. Entrei e senti-me logo uma Erin Brocovich de Gondomar, só me faltava a mini-saia.
2º - Aconselha-se também os senhores possiveis empregadores a não pôr super-modelos a fazer entrevistas. Já não bastava eu ter estado toda a entrevista preocupada com a nódoa de leite que o meu querido bebé me depositou no vestido e que só vi segundos antes de entrar, como ainda me pôe pela frente, uma mulher alta e giríssima, bem vestida, com ar de quem não sabe o que é uma nódoa ou um arroto de bebé? E com aquele aspecto feliz de quem faz o que gosta?
3 º - Amigos futuros eventuais empregadores: leiam bem os CVs antes de fazer as entrevistas. Leiam muito bem. E não falem. Não abram a boca até o putativo candidato falar e deitar por terra as vossas expectativas. È que, a senhora que me entrevistou além de alta e gira e possivelmente detentora de um ordenado milionário, descreveu-me a sua empresa de uma forma tão fantástica, tão romantica e tão tudo-aquilo-que-eu-sempre-sonhei-fazer que só me apetecia mata-la para vez se ainda lhe ficava com o lugar.
As mulheres, ás vezes, são mesmo umas cabras.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Primeiro de muitos.
Muito agradecida.
